13.1.18

onomatopeias

e as restantes teias
mesas de café cheias
,e a chuva que cai!
inundando os copos
acariciando os corpos
beijando as faces como lágrimas 

AH! exclamar 

AI! suspirar
AU! queixar

no poente está sempre quente

e, ao nascente somos demente
mas não é de gente ter dente

Eh, encolher de ombros por entre os escombros
Ei! chamar à atenção do coração a mão 

tocar alaúde de forma crude e rudimentar

como que a escavar a terra recém revirada
não sei se saindo ou entrando no caixão

Oh! Ventos e marés

Oh! Prédios e chaminés
Oh! Carros e cancros
Oh! Putas e cabrões
Oh! Chinelas e tamancos
Oh tu, lambe-me os culhões.

como mortalha sem cola

,se enrola e não fecha 
fumados as escondidas atrás do pavilhão
comer pastilhas e lavar a mão com sabão
para que o cheiro se vá primeiro 
e fique apenas o travo adocicado
d'nosso cruel,imperdoável pecado

Ih, inspirando e rindo


fosse toda a casa um cinzeiro

e eu apenas uma beata que nele veio morrer
sobre a prata de um maço roubado

Ui, são dores as cores das flores

Ui, que flui da garganta para fora
Ui, ele diz que está na hora de se ir embora
    e fica à porta a invejar o ar que roda a volta dela





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