sonhei que era eu,
e nao outro,
que meus braços
erguiam minha espada,
e nao uma pequena caneta.
que em meus ombros
larga capa caia ao chao,
e nao misera tshirt rasgada e furada.
que em meu peito
os lobos uivando brilhavam,
e nao um gasto desenho de um peixe.
que cobriam minhas pernas
longas serpentes de metal
e nao velhas calças pretas e largas
que minha voz brandia!
em linguas ha muito esquecidas,
e nao na babel porca e suja a que chamamos linguagem
que meus longos cabelos
ao sabor do vento da batalha dançavam,
e nao repousavam presos sobre o ombro.
que o copo de onde bebo
era o corno de mitologico animal por mim morto,
e nao o frio impessoal do vidro.
que no meu trono,
de pedra negra e trabalhada e alta,
meu corpo forte e sempre jovem se sentava.
sonhei que era eu,
e nao outro.