7.9.13

sonhei que era eu,
e nao outro,

que meus braços
erguiam minha espada,
e nao uma pequena caneta.

que em meus ombros
larga capa caia ao chao,
e nao misera tshirt rasgada e furada.

que em meu peito
os lobos uivando brilhavam,
e nao um gasto desenho de um peixe.

que cobriam minhas pernas
longas serpentes de metal
e nao velhas calças pretas e largas

que minha voz brandia!
em linguas ha muito esquecidas,
e nao na babel porca e suja a que chamamos linguagem

que meus longos cabelos
ao sabor do vento da batalha dançavam,
e nao repousavam presos sobre o ombro.

que o copo de onde bebo
era o corno de mitologico animal por mim morto,
e nao o frio impessoal do vidro.

que no meu trono,
de pedra negra e trabalhada e alta,
meu corpo forte e sempre jovem se sentava.

sonhei que era eu,
e nao outro.