felicidade é amanhã
ser já daqui a bocado,
é o dia estar a acabar
e prestes a nascer de novo,
é os teus braços,
no meu corpo,
os teus lábios,
nos meus.
17.2.11
primeiro dia de aulas, 10º ano
a vontade que me dá de me levantar desta cadeira
e navegar o sistema de transportes públicos
em busca do tesouro
que são os teus lábios.
O desejo que sinto crescer em mim
de correr serra adentro
e apanhar-te em meus braços
e beijar-te com meus sedentos lábios,
cheirar-te,
provar a tua pele,
sentir a tua silhueta nas minhas mãos,
levantar-te do chão,
para saber que és real
(e já que estás nos meus braços,
dançar contigo por horas incontáveis,
o teu sorriso junto ao meu,
os nossos dedos entrelaçados,
a tua mão na minha coluna,
e a minha fugindo para baixo)
e navegar o sistema de transportes públicos
em busca do tesouro
que são os teus lábios.
O desejo que sinto crescer em mim
de correr serra adentro
e apanhar-te em meus braços
e beijar-te com meus sedentos lábios,
cheirar-te,
provar a tua pele,
sentir a tua silhueta nas minhas mãos,
levantar-te do chão,
para saber que és real
(e já que estás nos meus braços,
dançar contigo por horas incontáveis,
o teu sorriso junto ao meu,
os nossos dedos entrelaçados,
a tua mão na minha coluna,
e a minha fugindo para baixo)
15.2.11
Desejo
Não te quero hoje,
quero-te ontem,
ou talvez antes mesmo.
Quero-te desde que o tempo o é.
Quis-te quando os dinossauros corriam sobre a relva,
esmagando-a sobre as suas patas.
Quis-te quando macacos sapientes
caçavam mamutes escondidos em grutas e cavernas.
Quis-te quando as pedras das pirâmides
eram arrastadas pela areia seca do deserto.
Quis-te quando os gregos filosofavam num fórum,
alheios à realidade das coisas.
Quis-te quando centuriões conquistaram o mundo inteiro,
arrogantes de águia e estandarte erguido.
Quis-te quando os bárbaros chegaram e destruíram tudo,
bebendo nas ruínas da civilização.
Quis-te quando o mundo se afogou na escuridão,
Quis-te quando ele reencontrou a luz,
Quis-te durante guerras e longas viagens de caravela,
Quis-te quando descobrimos o mundo para lá do mundo,
Quis-te quando o ganhámos,
Quis-te quando o perdemos.
Quis-te quando o mundo tremeu de medo,
Quis-te quando se levantou de novo,
Quis-te quando nasci,
quis-te quando cresci,
quis-te quando aprendi,
quis-te quando te conheci,
quis-te quando me conheci em ti,
quando te conheci em mim.
Quis-te quando me sorriste,
quis-te quando te sorri de volta,
quero-te.
Agora,
Ontem,
Amanhã.
O tempo não importa porque o tempo não existe
para o meu querer-te.
quero-te ontem,
ou talvez antes mesmo.
Quero-te desde que o tempo o é.
Quis-te quando os dinossauros corriam sobre a relva,
esmagando-a sobre as suas patas.
Quis-te quando macacos sapientes
caçavam mamutes escondidos em grutas e cavernas.
Quis-te quando as pedras das pirâmides
eram arrastadas pela areia seca do deserto.
Quis-te quando os gregos filosofavam num fórum,
alheios à realidade das coisas.
Quis-te quando centuriões conquistaram o mundo inteiro,
arrogantes de águia e estandarte erguido.
Quis-te quando os bárbaros chegaram e destruíram tudo,
bebendo nas ruínas da civilização.
Quis-te quando o mundo se afogou na escuridão,
Quis-te quando ele reencontrou a luz,
Quis-te durante guerras e longas viagens de caravela,
Quis-te quando descobrimos o mundo para lá do mundo,
Quis-te quando o ganhámos,
Quis-te quando o perdemos.
Quis-te quando o mundo tremeu de medo,
Quis-te quando se levantou de novo,
Quis-te quando nasci,
quis-te quando cresci,
quis-te quando aprendi,
quis-te quando te conheci,
quis-te quando me conheci em ti,
quando te conheci em mim.
Quis-te quando me sorriste,
quis-te quando te sorri de volta,
quero-te.
Agora,
Ontem,
Amanhã.
O tempo não importa porque o tempo não existe
para o meu querer-te.
existimos como a promessa de um futuro alegre
E se apenas assim existitmos,
será alegria suficiente
para carregar os meus lábios
com a gravidade de um sorriso.
será alegria suficiente
para carregar os meus lábios
com a gravidade de um sorriso.
8.2.11
verde é a cor do verde
Noite,
onde estás?
Noite, porque não
cais sobre mim, hoje?
Noite, não deixes o sol voltar,
Noite, não me faças viver sempre à luz!
Preciso da tua escuridão para me proteger, preciso
onde estás?
Noite, porque não
cais sobre mim, hoje?
Noite, não deixes o sol voltar,
Noite, não me faças viver sempre à luz!
Preciso da tua escuridão para me proteger, preciso
/* sempre preciso, sempre eu, sempre o centro do universo */
Sonho.
Sou.
Quero.
Desejo.
A minha vontade é o Alpha,
a minha vontade é o Omega.
A minha vontade é o universo.
A minha vontade é o Principio,
a minha vontade é o Fim,
a minha vontade é.
Tudo o resto são migalhas de existência,
gotas ínfimas de // não esquecer de acabar
.
.
o cair é eterno.
o mundo é inverno.
poke,
poke,
poke!
Acorda,
poesia dormente.
Ouve-me
clamar teu nome
nas florestas negras
de antigamente.
Ouve-me gritar.
Quero ouvir-te gritar
mas nunca de medo,
nunca de dor,
e poucas vezes de raiva.
Quero-te ouvir gemer, cantar,
dançar
Quero ver as tuas palavras a dançar,
uma valsa, um fox-trot, um kama-sutra
Lança-me ao ar, Noite,
apanha-me nos teus braços e vamos dançar.
.
.
partes-me o pescoço com esse sonho que não posso alcançar...
.
.
Quero cozinhar-me como se fosse uma lagosta.
Quero fumar-me como se fosse uma ganza,
quero beber-me como se fosse vodka.
Quero deitar-me, sonhar felicidade,
quero nada querer e tudo ter.
Consumo-me em consumismo para afogar o consumo da alma.
Escondo-me
nos becos sujos
da minha mente,
lá
posso ser
feliz,
porque ninguém
me está a ver.
Salto para a frente,
o que está para vir não conheço
e atrás não tenho nada para além do que já foi.
O futuro é sempre melhor do que o passado, a esperança não existe para trás.
Sou.
Quero.
Desejo.
A minha vontade é o Alpha,
a minha vontade é o Omega.
A minha vontade é o universo.
A minha vontade é o Principio,
a minha vontade é o Fim,
a minha vontade é.
Tudo o resto são migalhas de existência,
gotas ínfimas de // não esquecer de acabar
.
.
o cair é eterno.
o mundo é inverno.
poke,
poke,
poke!
Acorda,
poesia dormente.
Ouve-me
clamar teu nome
nas florestas negras
de antigamente.
Ouve-me gritar.
Quero ouvir-te gritar
mas nunca de medo,
nunca de dor,
e poucas vezes de raiva.
Quero-te ouvir gemer, cantar,
dançar
Quero ver as tuas palavras a dançar,
uma valsa, um fox-trot, um kama-sutra
Lança-me ao ar, Noite,
apanha-me nos teus braços e vamos dançar.
.
.
partes-me o pescoço com esse sonho que não posso alcançar...
.
.
Quero cozinhar-me como se fosse uma lagosta.
Quero fumar-me como se fosse uma ganza,
quero beber-me como se fosse vodka.
Quero deitar-me, sonhar felicidade,
quero nada querer e tudo ter.
Consumo-me em consumismo para afogar o consumo da alma.
Escondo-me
nos becos sujos
da minha mente,
lá
posso ser
feliz,
porque ninguém
me está a ver.
Salto para a frente,
o que está para vir não conheço
e atrás não tenho nada para além do que já foi.
O futuro é sempre melhor do que o passado, a esperança não existe para trás.
2.2.11
declama-me como se eu fosse um poema
escreve-me em folhas de linho
a caneta preta e permanente,
anota-me num dos teus livros
para eu me tornar real e imortal
Lava-me de pecados e falhas,
desenha-me puro.
Agarra-me pelo cabelo com a voz
e arrasta-me até a um leito,
deita-me e sonha comigo.
Liberta-me do desassossego.
a caneta preta e permanente,
anota-me num dos teus livros
para eu me tornar real e imortal
Lava-me de pecados e falhas,
desenha-me puro.
Agarra-me pelo cabelo com a voz
e arrasta-me até a um leito,
deita-me e sonha comigo.
Liberta-me do desassossego.
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