-Dona Poesia, onde está?
-Escondida em ti.
-Dona Poesia volta!
-Não posso voltar, se nunca parti.
-Dona Poesia, não te percebo!
-Não querias perceber,
deixa-me só repousar.
30.3.11
26.2.11
Analogias Morbidas Obscurecem a Realidade
felicidade é amanhã
ser já daqui a bocado,
é o dia estar a acabar
e prestes a nascer de novo,
é os teus braços,
no meu corpo,
os teus lábios,
nos meus.
ser já daqui a bocado,
é o dia estar a acabar
e prestes a nascer de novo,
é os teus braços,
no meu corpo,
os teus lábios,
nos meus.
17.2.11
primeiro dia de aulas, 10º ano
a vontade que me dá de me levantar desta cadeira
e navegar o sistema de transportes públicos
em busca do tesouro
que são os teus lábios.
O desejo que sinto crescer em mim
de correr serra adentro
e apanhar-te em meus braços
e beijar-te com meus sedentos lábios,
cheirar-te,
provar a tua pele,
sentir a tua silhueta nas minhas mãos,
levantar-te do chão,
para saber que és real
(e já que estás nos meus braços,
dançar contigo por horas incontáveis,
o teu sorriso junto ao meu,
os nossos dedos entrelaçados,
a tua mão na minha coluna,
e a minha fugindo para baixo)
e navegar o sistema de transportes públicos
em busca do tesouro
que são os teus lábios.
O desejo que sinto crescer em mim
de correr serra adentro
e apanhar-te em meus braços
e beijar-te com meus sedentos lábios,
cheirar-te,
provar a tua pele,
sentir a tua silhueta nas minhas mãos,
levantar-te do chão,
para saber que és real
(e já que estás nos meus braços,
dançar contigo por horas incontáveis,
o teu sorriso junto ao meu,
os nossos dedos entrelaçados,
a tua mão na minha coluna,
e a minha fugindo para baixo)
15.2.11
Desejo
Não te quero hoje,
quero-te ontem,
ou talvez antes mesmo.
Quero-te desde que o tempo o é.
Quis-te quando os dinossauros corriam sobre a relva,
esmagando-a sobre as suas patas.
Quis-te quando macacos sapientes
caçavam mamutes escondidos em grutas e cavernas.
Quis-te quando as pedras das pirâmides
eram arrastadas pela areia seca do deserto.
Quis-te quando os gregos filosofavam num fórum,
alheios à realidade das coisas.
Quis-te quando centuriões conquistaram o mundo inteiro,
arrogantes de águia e estandarte erguido.
Quis-te quando os bárbaros chegaram e destruíram tudo,
bebendo nas ruínas da civilização.
Quis-te quando o mundo se afogou na escuridão,
Quis-te quando ele reencontrou a luz,
Quis-te durante guerras e longas viagens de caravela,
Quis-te quando descobrimos o mundo para lá do mundo,
Quis-te quando o ganhámos,
Quis-te quando o perdemos.
Quis-te quando o mundo tremeu de medo,
Quis-te quando se levantou de novo,
Quis-te quando nasci,
quis-te quando cresci,
quis-te quando aprendi,
quis-te quando te conheci,
quis-te quando me conheci em ti,
quando te conheci em mim.
Quis-te quando me sorriste,
quis-te quando te sorri de volta,
quero-te.
Agora,
Ontem,
Amanhã.
O tempo não importa porque o tempo não existe
para o meu querer-te.
quero-te ontem,
ou talvez antes mesmo.
Quero-te desde que o tempo o é.
Quis-te quando os dinossauros corriam sobre a relva,
esmagando-a sobre as suas patas.
Quis-te quando macacos sapientes
caçavam mamutes escondidos em grutas e cavernas.
Quis-te quando as pedras das pirâmides
eram arrastadas pela areia seca do deserto.
Quis-te quando os gregos filosofavam num fórum,
alheios à realidade das coisas.
Quis-te quando centuriões conquistaram o mundo inteiro,
arrogantes de águia e estandarte erguido.
Quis-te quando os bárbaros chegaram e destruíram tudo,
bebendo nas ruínas da civilização.
Quis-te quando o mundo se afogou na escuridão,
Quis-te quando ele reencontrou a luz,
Quis-te durante guerras e longas viagens de caravela,
Quis-te quando descobrimos o mundo para lá do mundo,
Quis-te quando o ganhámos,
Quis-te quando o perdemos.
Quis-te quando o mundo tremeu de medo,
Quis-te quando se levantou de novo,
Quis-te quando nasci,
quis-te quando cresci,
quis-te quando aprendi,
quis-te quando te conheci,
quis-te quando me conheci em ti,
quando te conheci em mim.
Quis-te quando me sorriste,
quis-te quando te sorri de volta,
quero-te.
Agora,
Ontem,
Amanhã.
O tempo não importa porque o tempo não existe
para o meu querer-te.
existimos como a promessa de um futuro alegre
E se apenas assim existitmos,
será alegria suficiente
para carregar os meus lábios
com a gravidade de um sorriso.
será alegria suficiente
para carregar os meus lábios
com a gravidade de um sorriso.
8.2.11
verde é a cor do verde
Noite,
onde estás?
Noite, porque não
cais sobre mim, hoje?
Noite, não deixes o sol voltar,
Noite, não me faças viver sempre à luz!
Preciso da tua escuridão para me proteger, preciso
onde estás?
Noite, porque não
cais sobre mim, hoje?
Noite, não deixes o sol voltar,
Noite, não me faças viver sempre à luz!
Preciso da tua escuridão para me proteger, preciso
/* sempre preciso, sempre eu, sempre o centro do universo */
Sonho.
Sou.
Quero.
Desejo.
A minha vontade é o Alpha,
a minha vontade é o Omega.
A minha vontade é o universo.
A minha vontade é o Principio,
a minha vontade é o Fim,
a minha vontade é.
Tudo o resto são migalhas de existência,
gotas ínfimas de // não esquecer de acabar
.
.
o cair é eterno.
o mundo é inverno.
poke,
poke,
poke!
Acorda,
poesia dormente.
Ouve-me
clamar teu nome
nas florestas negras
de antigamente.
Ouve-me gritar.
Quero ouvir-te gritar
mas nunca de medo,
nunca de dor,
e poucas vezes de raiva.
Quero-te ouvir gemer, cantar,
dançar
Quero ver as tuas palavras a dançar,
uma valsa, um fox-trot, um kama-sutra
Lança-me ao ar, Noite,
apanha-me nos teus braços e vamos dançar.
.
.
partes-me o pescoço com esse sonho que não posso alcançar...
.
.
Quero cozinhar-me como se fosse uma lagosta.
Quero fumar-me como se fosse uma ganza,
quero beber-me como se fosse vodka.
Quero deitar-me, sonhar felicidade,
quero nada querer e tudo ter.
Consumo-me em consumismo para afogar o consumo da alma.
Escondo-me
nos becos sujos
da minha mente,
lá
posso ser
feliz,
porque ninguém
me está a ver.
Salto para a frente,
o que está para vir não conheço
e atrás não tenho nada para além do que já foi.
O futuro é sempre melhor do que o passado, a esperança não existe para trás.
Sou.
Quero.
Desejo.
A minha vontade é o Alpha,
a minha vontade é o Omega.
A minha vontade é o universo.
A minha vontade é o Principio,
a minha vontade é o Fim,
a minha vontade é.
Tudo o resto são migalhas de existência,
gotas ínfimas de // não esquecer de acabar
.
.
o cair é eterno.
o mundo é inverno.
poke,
poke,
poke!
Acorda,
poesia dormente.
Ouve-me
clamar teu nome
nas florestas negras
de antigamente.
Ouve-me gritar.
Quero ouvir-te gritar
mas nunca de medo,
nunca de dor,
e poucas vezes de raiva.
Quero-te ouvir gemer, cantar,
dançar
Quero ver as tuas palavras a dançar,
uma valsa, um fox-trot, um kama-sutra
Lança-me ao ar, Noite,
apanha-me nos teus braços e vamos dançar.
.
.
partes-me o pescoço com esse sonho que não posso alcançar...
.
.
Quero cozinhar-me como se fosse uma lagosta.
Quero fumar-me como se fosse uma ganza,
quero beber-me como se fosse vodka.
Quero deitar-me, sonhar felicidade,
quero nada querer e tudo ter.
Consumo-me em consumismo para afogar o consumo da alma.
Escondo-me
nos becos sujos
da minha mente,
lá
posso ser
feliz,
porque ninguém
me está a ver.
Salto para a frente,
o que está para vir não conheço
e atrás não tenho nada para além do que já foi.
O futuro é sempre melhor do que o passado, a esperança não existe para trás.
2.2.11
declama-me como se eu fosse um poema
escreve-me em folhas de linho
a caneta preta e permanente,
anota-me num dos teus livros
para eu me tornar real e imortal
Lava-me de pecados e falhas,
desenha-me puro.
Agarra-me pelo cabelo com a voz
e arrasta-me até a um leito,
deita-me e sonha comigo.
Liberta-me do desassossego.
a caneta preta e permanente,
anota-me num dos teus livros
para eu me tornar real e imortal
Lava-me de pecados e falhas,
desenha-me puro.
Agarra-me pelo cabelo com a voz
e arrasta-me até a um leito,
deita-me e sonha comigo.
Liberta-me do desassossego.
31.1.11
incrementa-me o contador
I
muda-me o nome,
arranca-me a cara e mete outra.
II
Escreve-me uma ode marítima,
nos oceanos do teu prazer.
III
Desenha-me a carvão,
pinta-me erecto na tua boca.
IV
Vende-me numa banca da rua
como se eu fosse uma flor.
V
Rasga-me as costas com as garras,
demónio imortal.
VI
Descalça-me as luvas,
amarra-te à cama.
VII
Diz-me boa noite,
apaga a luz,
dá-me um beijo e adormece.
VIII
No escuro,
Na noite profunda,
No abismo de niilismo,
ato-te,
qual sapato brilhante,
aos ferros.
IX
Trepar monte acima,
de mochila as costas,
correr a pele suave
dum continente desconhecido.
X
ser anão,
de barba, caneca de cerveja e picareta na mão.
XI
ouvir meu nome elevado
aos céus
XII
beijar os lábios que por mim clamam
XIII
e dormir.
muda-me o nome,
arranca-me a cara e mete outra.
II
Escreve-me uma ode marítima,
nos oceanos do teu prazer.
III
Desenha-me a carvão,
pinta-me erecto na tua boca.
IV
Vende-me numa banca da rua
como se eu fosse uma flor.
V
Rasga-me as costas com as garras,
demónio imortal.
VI
Descalça-me as luvas,
amarra-te à cama.
VII
Diz-me boa noite,
apaga a luz,
dá-me um beijo e adormece.
VIII
No escuro,
Na noite profunda,
No abismo de niilismo,
ato-te,
qual sapato brilhante,
aos ferros.
IX
Trepar monte acima,
de mochila as costas,
correr a pele suave
dum continente desconhecido.
X
ser anão,
de barba, caneca de cerveja e picareta na mão.
XI
ouvir meu nome elevado
aos céus
XII
beijar os lábios que por mim clamam
XIII
e dormir.
16.1.11
trezentos mil pêssegos
sobre um sofá abandonado,
bebo até a exaustão,
acordar custa-me dormir,
sonho com um dia em que
algo de bom me aconteça.
Sonho com um abraço fêmea,
um beijo de outro sexo,
uma paixão permitida
que me permita ter.
Queixo-me de tudo,
porque tudo tenho menos
o tudo que quero mesmo ter
sonho com comichão nas costas do pescoço
à beira de um profundo, místico poço.
Desejo a cura para a porcaria,
desejo a vontade de algo querer.
Putrefacto,
já morri
e apodreci.
Doí-me o corpo porque a alma está alegre,
contente, esperançada.
sei ser eu
e mais ninguém.
um cigarro mal apagado descansa no cinzeiro cheio
cheio de cinzas de outros poemas que não escrevi.
Tanto para fazer, tão pouca vontade de me mexer.
Tanto sonhos que quero sonhar,
com alguém belo do meu lado.
Não sonho porque mato o cérebro,
quão bom é matar a cabeça,
quão bem sabe não pensar
e deixar a musica encher o vazio
que enfiei em mim.
[intervalo para respirar]
o meu coração está tão frio como a neve
,que nestes lados nunca cai,
a minha alma tão morta como a esperança
,que cada dia morre mais,
o meu amor está congelado,
num frigorífico de tamanho industrial,
a espera do dia em que alguém o compre de novo...
Escrevo, apago, escrevo, apago, escrevo, apago
escrevo, escrevo, escrevo, escrevo e risco a caneta permanente.
O que eu digo, o que eu penso, o que eu dou,
é tudo meu e só meu e de mais ninguém
(quanto desejo que alguém quisesse o que é meu)
Não dou,
Não dou,
NÃO DOU
Não me peças que eu não dou,
não me peças que eu quero dar,
mas não dou por não querer magoar.
NÃO!
Ponto final, paragrafo.
Nova linha,
sem indentação,
sem sublinhados, itálicos, negritos ou chineses.
Só eu existo nesta linha,
só eu aqui quero morar,
só eu desejo ser mais do que um pixel perdido,
num mapa gigantes do nada mundial.
Verde, a cor do verde, a verde cor do verde ser.
Preto, a cor do escuro da noite do amor.
Está frio,
tenho medo,
do escuro,
da escuridão,
de ter razão
quando digo nunca mais vir a amar.
[Saudades do tempo em que me caia ao chão o estômago ao ver o objecto do desejo do meu coração, saudades de amar de maneira tão estúpida que os Deuses se raiam de mim, saudades de sorriso por ser tocado, beijado, mencionado apenas pela boca de um anjo na terra.]
Amar é estupidez,
amar é dor,
amar é morrer todos os dias,
quando temos de nos separar.
Amar custa, marca,
deixa cicatriz.
Amar custa, caro!
deixa dividas.
Amar custa, dói,
deixa feridas abertas aonde enfiar os dedos cheios de sal.
Amar é uma merda nojenta que quero evitar!
Ah, tão bom seria assim pensar...
na ausência do amor,
que poso fazer senão fumar e beber?
sobre um sofá abandonado,
bebo até a exaustão,
acordar custa-me dormir,
sonho com um dia em que
algo de bom me aconteça.
Sonho com um abraço fêmea,
um beijo de outro sexo,
uma paixão permitida
que me permita ter.
Queixo-me de tudo,
porque tudo tenho menos
o tudo que quero mesmo ter
sonho com comichão nas costas do pescoço
à beira de um profundo, místico poço.
Desejo a cura para a porcaria,
desejo a vontade de algo querer.
Putrefacto,
já morri
e apodreci.
Doí-me o corpo porque a alma está alegre,
contente, esperançada.
sei ser eu
e mais ninguém.
um cigarro mal apagado descansa no cinzeiro cheio
cheio de cinzas de outros poemas que não escrevi.
Tanto para fazer, tão pouca vontade de me mexer.
Tanto sonhos que quero sonhar,
com alguém belo do meu lado.
Não sonho porque mato o cérebro,
quão bom é matar a cabeça,
quão bem sabe não pensar
e deixar a musica encher o vazio
que enfiei em mim.
[intervalo para respirar]
o meu coração está tão frio como a neve
,que nestes lados nunca cai,
a minha alma tão morta como a esperança
,que cada dia morre mais,
o meu amor está congelado,
num frigorífico de tamanho industrial,
a espera do dia em que alguém o compre de novo...
Escrevo, apago, escrevo, apago, escrevo, apago
escrevo, escrevo, escrevo, escrevo e risco a caneta permanente.
O que eu digo, o que eu penso, o que eu dou,
é tudo meu e só meu e de mais ninguém
(quanto desejo que alguém quisesse o que é meu)
Não dou,
Não dou,
NÃO DOU
Não me peças que eu não dou,
não me peças que eu quero dar,
mas não dou por não querer magoar.
NÃO!
Ponto final, paragrafo.
Nova linha,
sem indentação,
sem sublinhados, itálicos, negritos ou chineses.
Só eu existo nesta linha,
só eu aqui quero morar,
só eu desejo ser mais do que um pixel perdido,
num mapa gigantes do nada mundial.
Verde, a cor do verde, a verde cor do verde ser.
Preto, a cor do escuro da noite do amor.
Está frio,
tenho medo,
do escuro,
da escuridão,
de ter razão
quando digo nunca mais vir a amar.
[Saudades do tempo em que me caia ao chão o estômago ao ver o objecto do desejo do meu coração, saudades de amar de maneira tão estúpida que os Deuses se raiam de mim, saudades de sorriso por ser tocado, beijado, mencionado apenas pela boca de um anjo na terra.]
Amar é estupidez,
amar é dor,
amar é morrer todos os dias,
quando temos de nos separar.
Amar custa, marca,
deixa cicatriz.
Amar custa, caro!
deixa dividas.
Amar custa, dói,
deixa feridas abertas aonde enfiar os dedos cheios de sal.
Amar é uma merda nojenta que quero evitar!
Ah, tão bom seria assim pensar...
na ausência do amor,
que poso fazer senão fumar e beber?
12.1.11
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