não sei gostar a prazo,
quando gosto é para sempre,
toda a eternidade,
seja ela efémera
ou imortal.
27.1.16
21.1.16
[pendulo a quatro tempos]
Faço sempre
o mesmo desenho,
escrevo sempre
o mesmo poema,
bebo sempre
a mesma cerveja,
vomito sempre
na mesma sarjeta.
(sou feito de repetições)
Durmo sempre
na mesma cama,
como sempre
do mesmo prato,
bebo sempre
do mesmo copo,
visto sempre
o mesmo fato.
(sou feito de repetições)
Fodo sempre
com a mesma mão,
vejo sempre
a mesma por
no
gra
fia,
vazia.
(sou feito de repetições)
Fumo sempre
os mesmos cigarros,
enrolados sempre
nas mesmas mortalhas,
acendo-os sempre
com o mesmo isqueiro,
prego sempre
o mesmo caixão.
(sou feito de repetições)
Leio sempre
os mesmo jornais;
Leio sempre
os mesmo livros;
Vejo sempre
os mesmos filmes;
Oiço sempre
a mesma musica
(sou feito de repetições)
Choro sempre
as mesmas lágrimas.
Vivo sempre
as mesmas mágoas.
Sou sempre
o mesmo eu.
o mesmo desenho,
escrevo sempre
o mesmo poema,
bebo sempre
a mesma cerveja,
vomito sempre
na mesma sarjeta.
(sou feito de repetições)
Durmo sempre
na mesma cama,
como sempre
do mesmo prato,
bebo sempre
do mesmo copo,
visto sempre
o mesmo fato.
(sou feito de repetições)
Fodo sempre
com a mesma mão,
vejo sempre
a mesma por
no
gra
fia,
vazia.
(sou feito de repetições)
Fumo sempre
os mesmos cigarros,
enrolados sempre
nas mesmas mortalhas,
acendo-os sempre
com o mesmo isqueiro,
prego sempre
o mesmo caixão.
(sou feito de repetições)
Leio sempre
os mesmo jornais;
Leio sempre
os mesmo livros;
Vejo sempre
os mesmos filmes;
Oiço sempre
a mesma musica
(sou feito de repetições)
Choro sempre
as mesmas lágrimas.
Vivo sempre
as mesmas mágoas.
Sou sempre
o mesmo eu.
10.1.16
E antes?
E depois, digo-lhe,
há dias em que o existires em mim
se sente (por dentro, quente),
e eu não sei o que fazer,
se escrever, comer ou beber.
Se rir,
se chorar,
se sorrir,
se respirar fundo
e seguir.
E depois, discute-se,
cada pequena parte de mim com a sua opinião:
Era lixo!
Era ouro!
Era prata, e daquela má.
Era, era, era repetem as vozes
e grito eu:
SERIA! que nunca foi.
E depois, ela diz-me olá
e o mundo já não é feio,
e o céu já não está escuro,
e as coisas fazem sentido
e tudo está quase como devia estar,
até tudo voltar a ser
como realmente é.
E depois, penso
tenho coisas para fazer
sítios para ir,
chão para lavar,
comida para cozinhar,
milhares de pequenos segundos
que tenho de perder para existir.
há dias em que o existires em mim
se sente (por dentro, quente),
e eu não sei o que fazer,
se escrever, comer ou beber.
Se rir,
se chorar,
se sorrir,
se respirar fundo
e seguir.
E depois, discute-se,
cada pequena parte de mim com a sua opinião:
Era lixo!
Era ouro!
Era prata, e daquela má.
Era, era, era repetem as vozes
e grito eu:
SERIA! que nunca foi.
E depois, ela diz-me olá
e o mundo já não é feio,
e o céu já não está escuro,
e as coisas fazem sentido
e tudo está quase como devia estar,
até tudo voltar a ser
como realmente é.
E depois, penso
tenho coisas para fazer
sítios para ir,
chão para lavar,
comida para cozinhar,
milhares de pequenos segundos
que tenho de perder para existir.
4.1.16
Soneto Incorrecto
Se hoje for dia de ser
e hoje tiver de existir
que mais posso eu fazer
excepto sorrir e fingir?
Se hoje estiver e me vires,
pelo canto do olho a passar,
peço-te, não me venhas falar,
basta-me sorrires.
Se hoje me perder em mim
e não encontrares o fim,
deixa-me ser uma campa
a quem partiram a tampa.
Se hoje tiver de existir,
deixa-me sorrir e fingir.
3.1.16
é claro!
É claro que estou triste
porque ela não está comigo,
é claro que estou deprimido
por ela não estar aqui,
é claro.
de arma em riste,
por esta estrada sigo,
(onde estás, meu amigo?
e ela sorri:
"estás bem?"
pergunta-me ela
eu minto,
digo que sim.
porque ela não está comigo,
é claro que estou deprimido
por ela não estar aqui,
é claro.
de arma em riste,
por esta estrada sigo,
(onde estás, meu amigo?
e ela sorri:
"estás bem?"
pergunta-me ela
eu minto,
digo que sim.
Subscribe to:
Posts (Atom)