Ela morreu, morreu em mim,
o amor deu-lhe finalmente um fim,
à poesia que corria dentro do meu ser,
o amor esfaqueou-a até ela morrer!
Ela andou livremente,
a desavergonhada ia mesmo contente!
nua correndo no meu sangue quente,
e o amor matou-a, inocentemente.
Morreu assim o poema que eu era,
para nascer o futuro que me espera,
Sem poesia,
Não existe tristeza,
tudo é alegria,
E na doce beleza,
da menina que me sorria,
matei eu a poesia!
Sem saber já escrever,
como antes odes escrevia,
vejo-me a desaparecer,
por já não ser poesia.
Poema, poema, onde estás?
Procuro-te e não te encontro,
voltarás?
Procuro-te em mim,
e lá fora no sol que brilha,
mas aqui apenas a dor de não escrever,
me dá forças para viver.
(Estranha dor,
que enche de amor,
me alegra até mais não poder conter o grito de alegria!
e me entristece por ter morto a poesia...)
"Eu sei,
a tua vida foi
marcada pela dor
de não saber aonde doi
mas vê bem
não houve a luz do dia,
quem não tenha provado o travo amargo da melanconia!
Então rapaz, entãoporquearaiva,seaculpanãoéminha?
São
Só
Os
Efeitos
Secundários
Da
Poesia
.
.
.";
Amanha há de vir,
e com ele eu irei sorrir,
por ter estado desagradado
de não saber escrever,
aquilo que só me deu com que sofrer,
pois o poeta sofre,
de sofrer,
mas mais ainda sofre,
de razões para chorar não ter!
19.12.06
18.7.06
Khali - Poema de propaganda anti-americana
Khali, Destruidora de mundos,
teu nome é atomico,
tua forma nuclear,
tua alma movida a hidrogenio.
Khali, Devoradora de civilizações,
tua hora é quase chegada,
teu apetite em breve saciado,
tua negra forma é já visivel.
Khali, Senhora da morte,
teu trabalho esta prestes a começar,
tua obra em breve será visivel,
teu designio rapidamente estará completo.
Khali, Deusa antiga,
teus braços esticam-se já para nós,
tuas pernas caminham para aqui,
tua cabeça pensa apenas no fim.
Khali, Fim e Inicio,
tua presença já sentimos,
tua fome já previmos,
tua obra já quase vemos...
Khali, teu nome é nuclear
Khali, tua forma é humana,
Khali, tua patria americana.
teu nome é atomico,
tua forma nuclear,
tua alma movida a hidrogenio.
Khali, Devoradora de civilizações,
tua hora é quase chegada,
teu apetite em breve saciado,
tua negra forma é já visivel.
Khali, Senhora da morte,
teu trabalho esta prestes a começar,
tua obra em breve será visivel,
teu designio rapidamente estará completo.
Khali, Deusa antiga,
teus braços esticam-se já para nós,
tuas pernas caminham para aqui,
tua cabeça pensa apenas no fim.
Khali, Fim e Inicio,
tua presença já sentimos,
tua fome já previmos,
tua obra já quase vemos...
Khali, teu nome é nuclear
Khali, tua forma é humana,
Khali, tua patria americana.
10.7.06
Ariendul, Filha do Sol
Em ti, Ariendul, do Sol consorte ,
Em tuas mãos, deposito minha sorte.
A ti, Ariendul, do Sol amante,
A teus pés, canto meu canto galante.
Filha do Sol, Rainha da Luz,
Sois o sonho que nos conduz,
Neste mundo sem calor,
Sois cura para a dor,
Anseio longamente teu beijo,
Sois eterno Desejo!
Alva Princesa,
De doce beleza,
Senhora de meu coração,
Deusa da vida,
Deusa perdida,
Levai-me pela mão,
Para a terra do Sol eterno,
LIVRAI-ME! do inferno!
Sagrados lábios os seus,
Tocam docentemente os meus,
Beijo sua boca fechada,
Sois rainha bem amada.
Vós seguimos pa' guerra, pa' vitória,
Vós seguimos rumo à eterna glória!
Alva Princesa,
De doce beleza,
Levai-me pela mão,
Senhora da Vida,
Senhora perdida,
Sois Rainha de meu coração!
Carrego aos ombros teu suave amor,
LIVRAI-ME! Do frio da Dor!
Em tuas mãos, deposito minha sorte.
A ti, Ariendul, do Sol amante,
A teus pés, canto meu canto galante.
Filha do Sol, Rainha da Luz,
Sois o sonho que nos conduz,
Neste mundo sem calor,
Sois cura para a dor,
Anseio longamente teu beijo,
Sois eterno Desejo!
Alva Princesa,
De doce beleza,
Senhora de meu coração,
Deusa da vida,
Deusa perdida,
Levai-me pela mão,
Para a terra do Sol eterno,
LIVRAI-ME! do inferno!
Sagrados lábios os seus,
Tocam docentemente os meus,
Beijo sua boca fechada,
Sois rainha bem amada.
Vós seguimos pa' guerra, pa' vitória,
Vós seguimos rumo à eterna glória!
Alva Princesa,
De doce beleza,
Levai-me pela mão,
Senhora da Vida,
Senhora perdida,
Sois Rainha de meu coração!
Carrego aos ombros teu suave amor,
LIVRAI-ME! Do frio da Dor!
Abandonados pelo Deus que nos criou, viramos nossas orações para os deuses terrestres que connosco sofrem na vida. À Deusa que escolhi adorar, devoto minhas preces. Ariendul, Princesa solar, que a tua luz nunca deixe de me acompanhar *
19.6.06
Louvo os Deuses em que acreditei,
Louvo os Deuses em que não creio,
Louvo as regras que aceitei,
Louvo quem em meu enlaço veio,
Louvo as Deusas que me protegem,
Louvo as Deusas que me matam,
Louvo o poema que não acaba.
louvo quem me ajudou
louve quem me prejudicou,
louve quem me ajudar,
louvo quem me prejudicar,
louvo quem me amar,
louvo quem me odiar,
às doces discussões matinais
ao acabar em te amar
ao nunca parar de escrever
pois no escrever está a razão de viver
ao som inconfudivel do silencio!
às responsabilidades éticas,
às supremas necessidades do amor,
à doce e amarga, suave adorada dor!
À inflexiblidade da métrica!
À tristeza de se ser apenas o que se sonhou,
de sermos o receptaculo esquecido
do ser que em nós morou,
sempre escondido!
À dualidade da mente, forte esquizofrenia;
À supremacia da infalivel cacofonia,
que ecoa na caixa craniana vazia;
À simplicidade da união, à doente patologia!
Ao amor que é o meu,
ao coração que bate comigo,
ao beijo onde meu coração ardeu,
as caricias que minha pele recebeu,
ao doce pescoço suave, macio, sempre amigo,
Ao Amor que é o meu.
À sacerdotisa do sol,
Senhora e Dona do meu coração,
as flores cruas e brutais,
que nos montes da suiça crescem,
e no meu coração, amadas florescem,
as paixões itemporais,
que nasceram do mundo na criação.
À sacerdotisa do sol.
Aos sonhos bons,
Aos sonhos maus,
Ao saber-te junto a mim,
Ao querer-te sempre aqui,
Ao saber que diras que sim,
Ao "quero-te desde que te vi";
Aos desenhos bons,
Aos desenhos maus,
Ao desenhar-te sempre a ti,
Ao sorrires sempre para mim,
Ao quanto eu perdi
...tão cedo quando pude eu vim...
À tristeza,
mão que comanda o mundo,
à doce pobreza,
que nos enterra mais no fundo.
À rima previsivel,
ao tom negro e sombrio,
Ao gótico;
Ao negro;
À noite;
À escuridão;
Aos negros designios,
As escuras cavernas;
Ao silencio absoluto.
Ao morrer e não nascer,
ao nascer antes de morrer.
Ao triste fado que nos condena a vida,
Ao frio destino que para nos as parcas teceram.
Ao "caralho!, tenho a mente toda fodida!"
Ao nobre grito sobre o qual, altivamente, te enalteceram...
As palavras caras
de significado dubio,
Ao escrever agora nubio,
apenas para rimar. As aparas!
Ao poema forçado,
Mui de meu agrado,
sinto-me condenado,
a estar do seu lado.
Ao cinismo!
"ainda bem que pode vir,
Senhora Dona Métrica."
Ao verdadeiro pensamento
"Puta do caralho,
Fascista do orvalho,
Cabrona de merda,
és velha e lerda!"
Ao ser livre de dizer
"Caralho,
Foda-se!
Puta
de Merda,
Cabra,
Cabrão,
Chupa-me
O pilão!"
À Policia Interna da Defesa do Estado!
Á Agencia Central de Inteligencia,
À Gestapo, À KGB, À Mossad, Ao MI5!
À extrema-direita,
À extrema-esquerda,
Ao extremo-centrismo,
Ao raio que os parta,
Ao caralho que vos foda,
Ao filha da puta que vos arrebente os cornos!
Louvo os Deuses em que não creio,
Louvo as regras que aceitei,
Louvo quem em meu enlaço veio,
Louvo as Deusas que me protegem,
Louvo as Deusas que me matam,
Louvo o poema que não acaba.
louvo quem me ajudou
louve quem me prejudicou,
louve quem me ajudar,
louvo quem me prejudicar,
louvo quem me amar,
louvo quem me odiar,
às doces discussões matinais
ao acabar em te amar
ao nunca parar de escrever
pois no escrever está a razão de viver
ao som inconfudivel do silencio!
às responsabilidades éticas,
às supremas necessidades do amor,
à doce e amarga, suave adorada dor!
À inflexiblidade da métrica!
À tristeza de se ser apenas o que se sonhou,
de sermos o receptaculo esquecido
do ser que em nós morou,
sempre escondido!
À dualidade da mente, forte esquizofrenia;
À supremacia da infalivel cacofonia,
que ecoa na caixa craniana vazia;
À simplicidade da união, à doente patologia!
Ao amor que é o meu,
ao coração que bate comigo,
ao beijo onde meu coração ardeu,
as caricias que minha pele recebeu,
ao doce pescoço suave, macio, sempre amigo,
Ao Amor que é o meu.
À sacerdotisa do sol,
Senhora e Dona do meu coração,
as flores cruas e brutais,
que nos montes da suiça crescem,
e no meu coração, amadas florescem,
as paixões itemporais,
que nasceram do mundo na criação.
À sacerdotisa do sol.
Aos sonhos bons,
Aos sonhos maus,
Ao saber-te junto a mim,
Ao querer-te sempre aqui,
Ao saber que diras que sim,
Ao "quero-te desde que te vi";
Aos desenhos bons,
Aos desenhos maus,
Ao desenhar-te sempre a ti,
Ao sorrires sempre para mim,
Ao quanto eu perdi
...tão cedo quando pude eu vim...
À tristeza,
mão que comanda o mundo,
à doce pobreza,
que nos enterra mais no fundo.
À rima previsivel,
ao tom negro e sombrio,
Ao gótico;
Ao negro;
À noite;
À escuridão;
Aos negros designios,
As escuras cavernas;
Ao silencio absoluto.
Ao morrer e não nascer,
ao nascer antes de morrer.
Ao triste fado que nos condena a vida,
Ao frio destino que para nos as parcas teceram.
Ao "caralho!, tenho a mente toda fodida!"
Ao nobre grito sobre o qual, altivamente, te enalteceram...
As palavras caras
de significado dubio,
Ao escrever agora nubio,
apenas para rimar. As aparas!
Ao poema forçado,
Mui de meu agrado,
sinto-me condenado,
a estar do seu lado.
Ao cinismo!
"ainda bem que pode vir,
Senhora Dona Métrica."
Ao verdadeiro pensamento
"Puta do caralho,
Fascista do orvalho,
Cabrona de merda,
és velha e lerda!"
Ao ser livre de dizer
"Caralho,
Foda-se!
Puta
de Merda,
Cabra,
Cabrão,
Chupa-me
O pilão!"
À Policia Interna da Defesa do Estado!
Á Agencia Central de Inteligencia,
À Gestapo, À KGB, À Mossad, Ao MI5!
À extrema-direita,
À extrema-esquerda,
Ao extremo-centrismo,
Ao raio que os parta,
Ao caralho que vos foda,
Ao filha da puta que vos arrebente os cornos!
5.5.06
I've died.
In oh so many ways,
Yet I live today.
You've killed my soul,
you've killed me too,
You, You, You,
Such a bitch,
such a wore,
such a unexplaineble thing...
You never did die in me
as I am dead inside you.
killed
cripled
maimed
open,
inside out..
"Pisaste-me a carcaça,
não satisfeita com a desgraça"
I allowed you to live
and this is how you made me exist?
I don't live,
I survive!
I don't breathe,
air comes in to my lungs for pure inertia..
I still seek
for another moment
like those we had.
I know I will not find them,
for they are lost forever more..
"Pisaste-me a carcaça,
não satisfeita com a desgraça"
I know I deserved you not,
I know the fault was mine,
I know the future will hurt,
I know I've found peace,
yet peace is not peacefull,
anymore..
In oh so many ways,
Yet I live today.
You've killed my soul,
you've killed me too,
You, You, You,
Such a bitch,
such a wore,
such a unexplaineble thing...
You never did die in me
as I am dead inside you.
killed
cripled
maimed
open,
inside out..
"Pisaste-me a carcaça,
não satisfeita com a desgraça"
I allowed you to live
and this is how you made me exist?
I don't live,
I survive!
I don't breathe,
air comes in to my lungs for pure inertia..
I still seek
for another moment
like those we had.
I know I will not find them,
for they are lost forever more..
"Pisaste-me a carcaça,
não satisfeita com a desgraça"
I know I deserved you not,
I know the fault was mine,
I know the future will hurt,
I know I've found peace,
yet peace is not peacefull,
anymore..
14.4.06
o passado, meu amor, é a unica razão de ser do presente.
passado
nunca é passado
presente é passado
futuro será passado
passado é sombra
sempre constante que não foge.
Passado, caralho!
enterra-te em ti,
e dá-me futuro!
(ai porra que cai,
do alto pedestal onde te coloquei
quando ai acima fui
ver se te mudava o oleo!)
Sentei-me no chão
e olhei-te altiva
orgulhosamente parva,
olhando-me como se um burro eu fosse,
incapaz e inflexivel,
não mudas,
nunca mudas,
não mudaras nunca,
mas não me deixas ser
quem eu realmente sou,
PORRA!
meu amor..
cala-te e reconhece
que eu não sou,
que eu não serei,
que eu não mudo,
que eu não mudarei,
que eu sou quem sou
por ser quem fui
e que tu és apenas
mas um grande apenas,
reconheço sim,
mais uma pedra que caiu no meu lago.
k diz:
tu és outra coisa diferente
és presente
elas são passado
és uma nova era para mim
és agora a minha razão de ser
e apenas o agora intressa!
O passado já foi
o futuro pode nunca chegar
o presente,
o agora,
o momento que agora é,
e dai a nada já não será.
para que questionar
o inquestionavel?
Não duvides
que a duvida consome
e queima a carne
e mata lentamente
(como tabaco,
drogas e alcool)
e da duvida nada nasce
que não seja a dor
de nada saber.
Questiona apenas
o que tem resposta
não perguntes o que não queres saber,
pois eu não o quero reponder,
por te amar,
por te querer,
por querer ser feliz junto a ti,
nunca te poderia responder,
pois não seria justo te mentir...
nunca é passado
presente é passado
futuro será passado
passado é sombra
sempre constante que não foge.
Passado, caralho!
enterra-te em ti,
e dá-me futuro!
(ai porra que cai,
do alto pedestal onde te coloquei
quando ai acima fui
ver se te mudava o oleo!)
Sentei-me no chão
e olhei-te altiva
orgulhosamente parva,
olhando-me como se um burro eu fosse,
incapaz e inflexivel,
não mudas,
nunca mudas,
não mudaras nunca,
mas não me deixas ser
quem eu realmente sou,
PORRA!
meu amor..
cala-te e reconhece
que eu não sou,
que eu não serei,
que eu não mudo,
que eu não mudarei,
que eu sou quem sou
por ser quem fui
e que tu és apenas
mas um grande apenas,
reconheço sim,
mais uma pedra que caiu no meu lago.
k diz:
tu és outra coisa diferente
és presente
elas são passado
és uma nova era para mim
és agora a minha razão de ser
e apenas o agora intressa!
O passado já foi
o futuro pode nunca chegar
o presente,
o agora,
o momento que agora é,
e dai a nada já não será.
para que questionar
o inquestionavel?
Não duvides
que a duvida consome
e queima a carne
e mata lentamente
(como tabaco,
drogas e alcool)
e da duvida nada nasce
que não seja a dor
de nada saber.
Questiona apenas
o que tem resposta
não perguntes o que não queres saber,
pois eu não o quero reponder,
por te amar,
por te querer,
por querer ser feliz junto a ti,
nunca te poderia responder,
pois não seria justo te mentir...
13.4.06
passado
Sofre, trespassada pela dor,
sofre, morre o meu amor.
Aguçadas lanças,
de prateada ponta e gume,
"morre queimada ao lume,
lume sagrado onde danças"
"Não o quis fazer"
Digo sem sequer saber,
que minto descaradamente,
a ti a todos, à minha mente.
Sofre, quase que morre o meu amor,
sofre, esbofeteada, espancada pela dor.
A lamina curva da traição,
espetei-a em teu ventre amado,
rasguei carne até ao pulmão, coração,
e tracei meu triste fado.
Sofre, esmaguei-te com a dor,
sofre, a tua morte meu amor.
O doce licor de mel venenoso,
num calice te dei a beber,
e olhei para ti arrependido, orgulhoso,
vi-te a sufocar até morrer.
Sofre, chegou a morte, meu amor,
Sofre, triturada pela tua dor.
Sufucado pela corda que te matou,
caminho preso à tua sepultura,
sozinho com o nada que me ficou,
e o teu nome na pedra dura.
Sofro, estrangulei-te com a dor,
Sofro, fui eu quem te matou meu amor.
Descansa agora finalmente sossegada,
não te posso matar mais minha amada,
tornaste-te sagrada,
por morrer apaixonada..
sofre, morre o meu amor.
Aguçadas lanças,
de prateada ponta e gume,
"morre queimada ao lume,
lume sagrado onde danças"
"Não o quis fazer"
Digo sem sequer saber,
que minto descaradamente,
a ti a todos, à minha mente.
Sofre, quase que morre o meu amor,
sofre, esbofeteada, espancada pela dor.
A lamina curva da traição,
espetei-a em teu ventre amado,
rasguei carne até ao pulmão, coração,
e tracei meu triste fado.
Sofre, esmaguei-te com a dor,
sofre, a tua morte meu amor.
O doce licor de mel venenoso,
num calice te dei a beber,
e olhei para ti arrependido, orgulhoso,
vi-te a sufocar até morrer.
Sofre, chegou a morte, meu amor,
Sofre, triturada pela tua dor.
Sufucado pela corda que te matou,
caminho preso à tua sepultura,
sozinho com o nada que me ficou,
e o teu nome na pedra dura.
Sofro, estrangulei-te com a dor,
Sofro, fui eu quem te matou meu amor.
Descansa agora finalmente sossegada,
não te posso matar mais minha amada,
tornaste-te sagrada,
por morrer apaixonada..
8.4.06
I
numa viagem sem fim,
caminho até não chegar,
ando, calcorreio, e não.
não. não. não.
sim, eu quero,
mas sem querer,
deixei de saber s o quero
ou prefiro não querer.
talvez eu queira
só por não querer,
talvez me doa,
só por não doer,
talvez nada seja o que aparenta ser.
ao fumo dos cigarros,
que se eleva aos céus,
ao café nas chavenas,
que acorda e aquece,
ao alcool ao vodcka,
que embraiga sem se ver.
Nas catedrais dos nossos dias,
joga-se à bola,
não se reza.
Nos cemitérios dos nossos tempos,
não chegamos a apodrecer,
somos expatriados para a fogueira,
se não morremos,
somos queimados.
Nos agoritmos da nossa vida,
não há espaço para amar,
só trabalho, só trabalho,
sem tempo para parar.
II
ao frio da noite,
que nos envolve,
ao calor do dia,
que não aquece,
ao olhar de uma senhora,
que nos enche de orgulho.
Nas estradas de negro alcatrão,
procuramos um caminho,
vago e incerto, até a razão.
Nos becos imundos e escuros,
escondem-se poetas e artistas ,
morrem homens e mulheres.
Nas noites impudicas,
criam-se novos rebentos,
mais bocas para alimentar,
mais mortos para morrer.
ao sol que não aquece,
à lua que não brilha,
ao alcool que é sempre.
Nos trilhos de lama
que a vida são,
perdemos o sentido,
esquecemos o norte,
morremos solitários.
ao trabalho,
que nos consome
ao dinheiro,
que dá fome,
à comida,
que não comemos
Na lua fria e esquecida,
enterramos nossos medos,
as esperanças ficaram lá.
III a espera doutro dia
as correspondencias
do metro
ao chegar lá,
ao já lá estar.
IV
ao parar e voltar,
ao escrever sem parar,
aos fins abruptos.
natal
que soem as trombetas!
o chamamento foi feito!
que cantem os guerreiros,
na carnificinia da batalha,
que dançem espadas e escudos,
furando armaduras e cotas!
que morram os valorosos,
cavaleiros e peões,
que brilhem ao sol!
os estandartes erguidos,
que chova sangue quente,
Sobre o campo de batalha!
que subam aos céus,
que desçam ao inferno,
os cruéis tiranos,
os bravos soldados,
que vivam para sempre,
os herois imortais,
que se escrevam cantigas
sobre a batalha final,
que os anjos as cantem,
nas nuvens celestiais!
que durmam em paz,
os guerreiros que sofreram,
que volte a tranquilidade,
ao mundo destruido.
que cessem as guerras,
neste dia sagrado
o chamamento foi feito!
que cantem os guerreiros,
na carnificinia da batalha,
que dançem espadas e escudos,
furando armaduras e cotas!
que morram os valorosos,
cavaleiros e peões,
que brilhem ao sol!
os estandartes erguidos,
que chova sangue quente,
Sobre o campo de batalha!
que subam aos céus,
que desçam ao inferno,
os cruéis tiranos,
os bravos soldados,
que vivam para sempre,
os herois imortais,
que se escrevam cantigas
sobre a batalha final,
que os anjos as cantem,
nas nuvens celestiais!
que durmam em paz,
os guerreiros que sofreram,
que volte a tranquilidade,
ao mundo destruido.
que cessem as guerras,
neste dia sagrado
6.4.06
In a dark night
night darkens souls
and darkening souls
sail away to a land no one ever said to be true.
(small are the letters
and small is the poetry.
Killed by those I never loved,
betrayed by me self,
I bide the Gods
good riddance and godspeed
I'm going away
to a land far away.)
So be it true,
so be it sad,
there is no joy
in being mad!
(am I really mad,
or is the world about
madder than me?)
Small are the letters,
I say again,
for small is the size of the fight,
and small is the will of the writer,
and small is the world I see,
since none is bigger
than me.
stfu, m4d4phu|<3r!>
night darkens souls
and darkening souls
sail away to a land no one ever said to be true.
(small are the letters
and small is the poetry.
Killed by those I never loved,
betrayed by me self,
I bide the Gods
good riddance and godspeed
I'm going away
to a land far away.)
So be it true,
so be it sad,
there is no joy
in being mad!
(am I really mad,
or is the world about
madder than me?)
Small are the letters,
I say again,
for small is the size of the fight,
and small is the will of the writer,
and small is the world I see,
since none is bigger
than me.
stfu, m4d4phu|<3r!>
2.4.06
ODE
AH! PUTAS E VINHO VERDE
ah! Putas e vinho verde,
ah, sexo e bebedeira,
ah, sangue e visceras no chão!
canto de novo,
ao mundo novo,`
à deparvação da alma,
a carne que comanda,
ao sonho sexual,
ao cio, ao impulso animal!
(ah, . . .
. . . no chão!)
Não resistam ao instinto!
Conheçam-no,
amem-no,
subjuguem-se a ele!
O subconsciente que vença!
Sejamos a sua presa,
que voluntáriamente,
notem bem!,
se enrodilha na armadilha!
(ah!, . . .
. . . no chão!)
Esqueçam regras,
Esqueçam tabus,
Esqueçam mandamentos,
escutem meus ensinamentos!
Matem os Preconceitos,
Matem os deveres e direitos,
Matem-se a voces,
se tal vos aptecer.
(ah! . . .
. . . no chão!)
Embebedem a mente,
envenenem o cerebro,
espanquem os neurónios!
Vodcka, Tabaco Droga,
Os deuses da nossa geração!
(ah! ...
... no chão!)
Classes sociais,
e outras coisas que tais,
ideias, sonhos, ideais,
tudo vai ser cinza,
por isso queimemos já!
Tudo quanto arde,
é tudo quanto há!
(ah! . . .
. . . no chão!)
Revoltem-se contra quem olha,
Destruam quem espia,
Matem quem vos aborrece,
só assim a dor esmorrece!
Após tudo isto,
em alcool afoguem-se!
(ah! . . .
. . . no chão!)
Não acreditem em Deus,
Não acreditem em fantasmas,
Não creiam na alma,
nem na ilusão do dinheiro!
O que tu quizeres,
é teu de direito!
(ah! . . .
. . . no chão!)
Titulos de transporte,
licenças de condução,
idades limite,
vamos fazer
acidentes de viação!
(ah! . . .
. . . no chão!)
Viva o Caos,
Viva a destruição,
Viva à morte,
à fome,
à guerra,
à peste,
Os quatro cavaleiros,
que não existindo,
(não acreditem que sim!)
mesmo assim
nos levarão!
(ah! . . .
. . . no chão!)
À dor!
que nos dá a vida,
alargando de nossas mães,
a cona de onde nascemos!
do sexo animal,
Todos somos filhos,
e nisso sim, somos todos irmãos!
(ah . . .
. . . no chão!)
À Senhora de preto.
doce dama que não é,
ao deixar-la chegar
para que possamos,
em fim, passar!
(ah! . . .
. . . no chão!)
à poesia,
com letra pequena,
que nos dá que fazer,
quando do mundo,
Oh triste mundo!,
queremos fugir!
(ah! . . . / . . . no chão!)
Às pessoas que mudam,
mas são as mesmas,
o mesmo olhar,
(aprovador,
escandlizado,
apavorado!)
(ah. . .
. . . no chão!)
E por fim,
para acabar,
terminar
finalizar,
matar,
e tudo o mais
que o mesmo signifique,
AO CHEGAR!
Ah, Putas e Vinho VERDE!
John Gama EI-OE-OG
28.3.06
"Porra!" - berram os anjos,
de negras vestes vestidos,
"Que se fodam todos!" -
Diz o Senhor no seu trono.
"MORTE!" - berram os homens,
desesperados nas ruas,
Deus os abandonou.
"Que tudo ARDA!" - dizem eles,
os celestiais arcanjos,
de tochas nas mãos.
"Que o fogo traga o esquecimento"
- murmuram os padres -
"Que o fogo purifique nossas almas!"
Arde. Tudo arde.
Corpos queimados,
crianças, velhos, mulheres,
soldados, padeiros, tesoureiros,
tudo arde.
"O fogo que os MATE!" -
Berra o Senhor no seu trono -
"Eles que ardam,
Nas chamas dos seus pecados!"
"PORRA!" - berram os anjos,
de negras vestes vestidos...
de negras vestes vestidos,
"Que se fodam todos!" -
Diz o Senhor no seu trono.
"MORTE!" - berram os homens,
desesperados nas ruas,
Deus os abandonou.
"Que tudo ARDA!" - dizem eles,
os celestiais arcanjos,
de tochas nas mãos.
"Que o fogo traga o esquecimento"
- murmuram os padres -
"Que o fogo purifique nossas almas!"
Arde. Tudo arde.
Corpos queimados,
crianças, velhos, mulheres,
soldados, padeiros, tesoureiros,
tudo arde.
"O fogo que os MATE!" -
Berra o Senhor no seu trono -
"Eles que ardam,
Nas chamas dos seus pecados!"
"PORRA!" - berram os anjos,
de negras vestes vestidos...
26.2.06
17.2.06
poesia não existe.
Poesia é mentir
gritar ao mundo que nada é verdadeiro
deitar de costas
a verdade sobre a palha
e violentamente
fornicar ardentemente
na palha solta
e no triste sorriso
que nasce da simplicidade
de nada saber
nem nada querer
morre lentamente
todo o desejo de sorrir
Um dia todo o mundo será meu
terei-o nas mãos,
como quem segura O berlinde
aquele grande e escuro
que brilha na noite
e faz as lágrimas que queimam
sairem..
Sorria ao longe como uma criança
que sabe e quer ser feliz
como um filho da manhã
nobre e inocente
que morre por morrer
e vive para sorrir um dia
ao por do sol..
Todos morremos várias vezes.
Todos morremos várias vezes,
Em dias de doce amargura,
sobre nós abate-se o vero fado.
(desfazemos-nos em fezes,
esmigalhados por pedra dura,
deitados sobre o nosso lado)
E cada dia que morremos,
e em merda nos desfazemos,
renascemos.
E no renascer de novo,
num novo dia que nasce,
nascemos nós tambem,
saimos de um outro ovo,
e assim a vida faz-se
20.1.06
karma, neh?
little by little
little stone
little by little
little fall
little by little
little doom
little by little
little comes
9.1.06
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