27.12.07

for we must die

nada faz sentido,
nada existe de verdade,
pois tudo é vazio,
quando nada existe depois.

Soubesse eu que nada sabia,
e saberia tambem que não tenho vontade de saber.

(por vezes,
nada mais importa,
que o sabermos que amanha,
eventualmente,
chegará)

19.12.07

Shift+Del then Alt+Tab then Shift+Insert

As nuvens descem do céu,
trazendo nelas a fria realidade da chuva,
Encharcam os nossos corpos moles
Enchendo-nos com a pluviosidade,
natural,
Das chuvas quentes de um temporal!

Nadei por oceanos profundos,
Dancei, danças inexplicaveis,
com deuses e deusas nús na sua potencia,
eu encolhido a um canto de vergonha,
Dancei horas sem fim com meus olhos.

As correntes que me prendem eternamente,
aço frio que agarra os meus braços,
noite gelada que me asfixia,
sem voces nada sou,
sem voces nada mereço,
sem voces volto à terra de onde vim!

Nasci pequeno, pequeno morrerei,
mas pelo caminho vou crescer,
tanto tanto que hei de morrer!

Nada sei, nada quero saber,
mas se a poesia fosse conhecimento,
ai de mim, meu Deus, eu seria biblioteca!

9.12.07

Death came to town

Death came to the town,
ridding a black stead of metal dark,
Death came to take me down,
to the infernal pit of damnation,
Death came to the town.

Silently she came to me,
and spoke in my ear :

"Long thou hast lived,
long thou hast loved,
long thou hast been,
now I shall thee take,
to the fiery lake,
and there shalt thou dance,
with nor music nor sound,
alone in the shadows,
thou shalt dance"

"Oh Lady Death,
take me not into thy pit,
for I have friend and love,
and the await me,
by the door.
If shalt thou take me,
whom shalt they love
whom shalt they befriend?"

"Thou hast neither friends
nor hast thou got love,
for the love thou hast had,
it is gone and lost."

"Death, wicked Death!
I have friends,
lest thou hast killed them.
Death, dark evil Death!
I have love,
lest thou hast killed her!"

"Thy friends, befriend ye not,
and thy love, loves ye not.
I killed them not,
for at their request I came,
to take thee into the dark pit,
from where thou shalt not return"

"TAKE ME THEN,
AND TAKE ME QUICK!
TAKE ME THEN.
AWAY FROM THEM!"

12.11.07

só somos quando queremos Ser

Espancado pelos sonhos,
deitei-me ao chão
e fingi não ver
que longe nada havia.

Segui pela interminavel estrada,
até chegar ao seu fim,
pois tudo tem fim,
mesmo aquilo que nunca acaba.

"no meu corpo vive o mal",
canta outro por mim,
sem saber que ao dizer-lo,
falava pela minha pessoa,
triste pessoa,
que nada tem,
nada sonha
e nada terá,
pois nada existe
agora
nesta terra que me mereça.

Nada sou,
se nada desejo,
e nada desejo,
para nada ser,
pois não sendo,
mais facil é viver.

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

espaçado pelo tempo que foi,
avisado já pelos dias que foram,
sou um sonho apagado,
uma ideia mal escrita,
e um poema que nunca escreveram.

E se o escreveres tu,
diz-me antes,
para deixar de o ser,
e não passar a Ser.

7.11.07

sem ti

sem ti,
os dias prolongam-se indefenidamente.
sem ti,
as noites são mais escuras,
e os dias,
mais vazios..


sem ti as letras
encolhem
até já nem fazerem sentido,
até perderem o significado,
a doçura e a felicidade,
que antigamente a elas vinha colada..

só na noite,
só no escurso absoluto,
só na total ausencia de sentimentos
que o sono proporciona,
conseguirei ser feliz,
enquanto tu não voltares...

Talvez,
perdida no meio da imensidão,
a tua luz brilhe de novo,
sobre mim.

Mas espero e anseio,
sem saber se o espero.


23.10.07

cedo acaba tudo

tudo acaba,
demasiado cedo,
tudo acaba.

o que era,
já não quer ser,
o que era.

um dia fomos,
um dia acreditámos,
um dia sonhámos.
Hoje,
sofremos a realidade,
tu e eu,
aninhados no conforto
do passado,
sonhamos com o futuro,
que nunca será...

Amanhã,
se realmente existir um amanhã,
pois agora duvido de tudo,
será apenas mais um dia,
e pela primeira vez
desde que me deste à luz
(pois em ti renasci)
NÃO TE GRITAREI
o meu amor..


12.8.07

old lady

Old lady
don't come again
I miss you
no more

old lady
don't say again
I love you
no more

old lady
the time is
late,
too late
for me to stay..

16.7.07

For time never stops

Doce apatia,
que nem a fria luz do dia
consegue fazer esquecer,
a dor de saber fazer doer...

Doce mentira,
que de dentro de mim tira
a tristeza de não querer
saber se quero querer.

Ai, Ai, Ai!
Que hoje o mundo CAI!

Ui, Ui, Ui,
o que deveria ter sido, já fui..

Hoje nada sou,
e nada quero ser,
o que em mim havia já voou,
e não voltará a viver.
Hoje sou apenas apatia,
e é ela quem comanda meu dia.
Vivo por ter de respirar,
e sonho com quando não tiver de o fazer,
pois nada liberta a mente como morrer..

Ai, Ai, Ai!
Que hoje o mundo CAI!

Ui, Ui, Ui,
o que deveria ter sido, já fui..

Ei!, Ei!, Ei!
eu queria mesmo ser um rei,
para ter subditos leais,
e ordenar-lhes que sofressem a minha dor
,pois para isso servem subditos reais,
e ordenar-lhes que vivessem o meu amor
,pois deles é o cargo de respirar,
já que o meu seria apenas governar.

Ai,Ai, Ai!
É Hoje Que O Mundo Cai,
e com ele deixarme-ei cair,
no escuro abismo do esquecimento,
e lá dentro poderei sorrir,
pois não me lembrarei de meu tormento..

7.6.07

À poesia que se eleva do centro do mundo e subindo nos consome!

AH!
Doce dor, esta que nós faz viver..
Ah!
Orgulho em sermos quem somos,
Orgulho em viver como vivemos,
Orgulho em não termo vergonha de querer ser
Aquilo que realmente somos.

Doce a dor de viver,
doi estar vivo,
mas não o estar,
meu lindo amor,
doiria ainda mais!


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
Vampiros!
Sangue em seus caninos,
incisivos,
incisivamente apontados
a minha garganta!
Querem o sangue
que vivo me faz estar
querem livrar-me da dor
querem dar-me a paz...
...que eu não quero procurar.

Grandes asas negras
enchem o céu,
escurecendo a lua cheia...

Calmo, estou calmo.
Relaxado e quase parado,
sonho agora com os dias,
aqueles tristes dias,
em que ainda era vivo
e cá dentro sonhava comigo..

O silencio conforta-nos por dentro,
acalma nossos corações
e prepara nossa mente
para o que está para vir..

3.
2.
1.
DEATH!
DESTRUCTION!
THE FALL OF MANKIND!

Noite obscura
que consome
nossa alma.

Morte!
Morte!
MORTE AO SENTIMENTO!
MORTE AO FRIO!
MORTE AO CALOR!
MORTE AO ÓDIO!
MORTE AO AMOR!
MORTE À VIDA!


pois é na escuridão que melhor vemos a luz que nos rodeia...

"só na escura noite sabemos quem de verdade nos ilumina a alma,
só no frio do inverno sabemos quem de verdade nos aquece o coração,
só na tristeza e na dor descobrimos quem na verdade nos ama"

aeternus!

30.4.07

while(1){ time; }

Time and time again,
and who am I,
to deny,
that time never stops,
because time never passes,
because time is not.

The End is never the End,
it does not stop,
it never does,
it never will.

Time and time again,
we sing the songs of old,
time is a lye never told.

Time and time again,
we cry for we've been told,
We're not worthy to grow old.

Time and time again,
of dark and doom we sing,
for all we know is what we've seen.

there is no start,
there is no end,
there is no light,
there is no dark.

we live in the middle
we live in grey
for the only thruth absolute
is that no thruth is absolute

11.4.07

Buscamante (parte 1)

Nas cidades adormecidas,
nas ruas perdidas,
nos fétidos esgotos,
nos campos dos mortos,
nos becos escuros,
por detras dos muros,
nas frias noites de inverno,
mora um mostro do inferno,
uma aberração sem igual,
um animal bestial:

Ser das histórias,
destruidor de glórias,
pesadelo andante,
BUSCAMANTE!

7.4.07

AaBbCcDdEeFfGgHhIiJjLlMmNnOoPpQqRrSsTtUuVvXxZz

Altivamente, alegres,
andaremos todos um dia.

Bestas que somos,
burlaremos nossas vontades.

Consumidos pelo desejo,
choraremos a glória dos tempos idos.

De cabeça baixa,
deambularemos pela cidade.

Esquecidos de velhos sonhos,
esperaremos por aqueles que não virão.

Feita a nossa escolha,
faltaremos ao sofrimento dela.

Guiados pelo destino,
guinaremos à esquerda numa curva à direita.

Hoje nada somos,
hipotecaremos nossos sonhos.

Inglória a vontade,
inventaremos novas verdades.

Jazemos agora,
jantaremos nosso futuro.

Livres,
lançaremos ao mar nossa hipotese.

Mortos, em fim,
mataremos também os outros.

Não sabendo nosso fado,
nasceremos de novo novas pessoas.

Onde o fim será,
olharemos para trás a chorar.

Porque,
perguntaremos de lágrimas secas nas orbitas.

Que foi que fizemos,
quereremos saber nesse dia.

Riscada a ambição,
riscaremos com ela a vontade de viver.

Suspirando,
sustermos a respiração na vâ esperança de tudo acabar.

Trágico será o fim,
triunfaremos na morte, se a vida não o permitir.

Urdida nossa trama,
uivaremos porque nos a tecemos.

Vitória, clamaremos,
vingaremos nossa vida, ao não viver.

Xeque-Mate,
xatearemos os Deuses se tal for preciso.

Zzz-Zzz-Zzz,
zangados, no fim, finalmente dormiremos!

3.4.07

@the nonsense club - 2

"Cerveja"

Cerveja!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Não gosto, prefiro vitela.
"Olha", dizia-me a minha bis-avô, mas aquela que nunca conheci :
"Chove lá fora, não vistas a meia amarela".
E eu, contente em obdecer, levava-a orgulhosamente calçada na perna que perdi.

Levo, gravados no walkman que perdi o ano passado,
silencios de dias belos, tão belos que choro só de os lembrar.
Matei o meu cão, deitei-o na cama e fiquei a olhar,
enquanto seres misteriosos que eram eu, matavam meu canino muito amado.

Aprendi, da forma mais dura que existe para aprender,
que nunca descobrir até depois de estar morto e enterrado,
que quando a terra é demasiado humida para comer,
nem assim conseguimos fugir do frio que lá fora no inferno faz...

Sou quem sou porque não soube ser outro que não quem sou e não por querer ser quem não queria,
tal e qual as maças que sabem bem porque mesmo que quizessem cair das arvores antes da hora,
Newton tal não as deixaria fazer, por ser um homem a quem elas gostavam de chamar "NEWTON MARIA!"
E a quem ele por vezes diria, depois do sexo, molhados na seiva da arvore :"é agora, embora!"

the nonsense club

@the nonsense club -1

"Vai Ter De Ser Assim Que Eu Esqueci-Me"

beberei a isso,
doce vinho sóbrio,
doce verdade que aquece,
bebo-a com palhinha
para não engasgar!

Dancei, dancei, danado dancei
cantei as tristes horas do dia que não passou
e desejando estar só
matei-me de solidão,
enfiado num qualquer beco,
desenhei em minhas palmas
a história do mundo:

Nasceu um dia,
da vontade de um qualquer ser divinal,
uma bola de trapos
envolta em pessoas
que tristes choram
os seus fins
e o fim do que não será
pois nunca foi.

Choro alegremente
as tristezas que não sofri
porque não bebi,
dia algum,
o doce fel amargo de não ser,
e se o fiz,
não o sei,
pois não era!

Danem-se os danados cães,
pois deles não será o whiskey!

Homens de ceroulas,
cantam à lua
doces hinos de inoncentes vertentes,
pejados de sexo duro,
dançam e cantam,
dançam e cantam,
dançam e cantam:

alegrem-se, pois a tristeza é a razão de ser da alegria,
já o outro dizia
já no outro dia,
a àgua estava fria,
o sol chorava e a lua sorria
e minhas mãos eu mordia

the nonsense club

8.3.07

isto não é real

Isto não é real,
o poema nunca é verdadeiro,
porque mente ao tentar não o fazer.

Verdadeiro é apenas aquilo que é
sem tentar.