5.2.12

quero escrever-te uma carta.

quero mandar-te um email,
enviar-te mensagens.

telefonar-te e ouvir a tua voz,
sem sentir o frio,
sem sentir a distancia,
sem sentir o passado.

Falar-te,
dizer-te que a insanidade é boa,
que é na insanidade que achamos a força
para parecermos sãos.

Vem,
seremos insanos juntos.

Liga-me,
e diz-me "desculpa, vem-me buscar
aos campos de Orféu,
e vamos construir um palacio na encosta de um monte.
Uma torre para ti" -
dir-me-as tu
-"e um trono onde te sentas,
o teu cabelo ao vento,
que entra pela porta aberta".

E tu, de vestido preto,
longo,
ondulando ao vento,
o teu cabelo,
curto e longo,
assimétrico e estranho e só teu,
estarás lá,
no trono,
ao meu colo,
e
nos
nossos
lábios,

um sorriso que a eternidade não conseguirá nunca apagar.

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