a puta do mundo cai,
à minha volta nada excepto ruínas,
a cinza ainda quente do abraço suave das labaredas.
Tudo se desmorona,
lentamente, grão a grão, o cimento volta a tornar-se areia,
lentamente,
sempre lentamente,
tudo volta ao nada,
civilização,
pátria,
amor,
nada.
Arde, filha da puta,
civilização!
Arde, até sobrarem apenas migalhas
do que era teu.
Arde, arde arde!
Que as chamas lavem a tua impureza,
que o fim te sirva de lição
e volte a ser virgem a tua mão.
vamos todos ser transformados em merda!
vamos todos ser números,
estatísticas sobre mortes e nascimentos,
pontos percentuais
num registo frio
da guerra que ai vem.
Todos cairemos,
todos tombaremos,
todos morreremos.
O fim está próximo,
e vem nas mãos da ganancia.
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