atirando ao ar certezas e desejos,
e deixando cair sonhos no chão,
só para os vermos a partir.
Pequenos pedaços de imaginação,
futuros que nunca serão,
como lascas de uma apara de um lápis
que decidiu não mais escrever.
Somos uma série de linhas
num guião escrito por Deuses
(que nunca conheceremos)
e que não podemos falhar.
Seremos apenas uma novela,
entretenimento fácil
para seres que não nos amam?
Seremos apenas uma sombra,
qual marionetas puxadas por cordas,
de Senhores que não existem fora de nós?
No castelo imenso da minha mente
existem fadas duendes e um elfo
que levanta a sua espada negra
e a espeta no meu coração,
sangrando-me a dor
até eu cair no chão
, apagado,
uma casca inútil,
um vazio imenso onde antes um altar se erguia.
Sacrifiquei-me a uma Deusa,
imolei passado e futuro
para ser junto a ti
que não estás aqui.
...
...
...
...
Reticencias marcam os versos que não escrevo,
escrever doí e cansa e mata.
No comments:
Post a Comment