o mundo caí em volta a mim
e quase o sinto correndo para um fim
mas no deserto do nada
em que caminho rumo ao pôr do sol
só os ventos de passado
caminham a meu lado
e o meu cantil de esperanças
está seco,
a última gota bebida há tantas gerações
e no meu alforge sem comida
carrego apenas os ossos secos
de um amor morto que recuso enterrar
caminho,
rumo ao nada de amanhã,
caminho,
fugindo do ontem onde queria morar
para sempre.
(mas todas as tendas arderam
todos os poços secaram
e todos os campos estão mortos,
coisa nenhuma crescerá lá de novo)
No comments:
Post a Comment