tua boca, tua boca teus lá...
naaaaaaaaaaaaaaaaão
não sou teu
não sou rei
abandonei
deixei
larguei
desisti
de ti
em mim
eu escrevi a puta do FIM!
toda a garganta dói
sou rouco de ressaca
rouco de ser criança,
rouco de não afiar a faca,
rouco de ter esperança
rouco de ser tão idiota
rouco de querer a tua porta
rouco de não ter sorte
rouco de querer ser forte
rouco de querer a nossa morte
rouco de desejar acreditar e sonhar
e outros verbos em ar
FODASSE
estou de novo a divagar
e ir de encontro a ti devagar
e cair mais um pouco quando te quero
MATAR
quero morrer de nós
mulher
quero nos ver sós
quer,
quer.
AIIIIIIIIIIIII
ai ai ai aiiiiiiii
que ele já foi já não cai
que ela já foi já não vai
somos um boi
que quero cantar
jogar, andar, mamar, dançar, sonhar, calar
esta voz que me diz querer ...ar
Argh argumento que sou jumento
que sou idiota e imbecil e inútil
sou a vodka estrangeira que bebo
(limpa-me de vez o sebo)
mata-me por favor
que me custa tanto não sentir o teu calor
eu sou mais eu
quando sou teu
e não serei nunca mais nada
(que rima com doce amada,
que sabe a marmelada
que me faz uma mamada
que nunca mais me dirá nada
que está aqui enfiada
,engasgada
,mal passada
,pesada
mais que de tonelada
não acabada
quero quero marmelada
quero quero uma mamada
quero quero mais nada
quero uma noite bem passada
(e lembro-me do que rima com obrigada)
Ai Adeus aí
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