2.2.11

declama-me como se eu fosse um poema

escreve-me em folhas de linho
a caneta preta e permanente,

anota-me num dos teus livros
para eu me tornar real e imortal

Lava-me de pecados e falhas,
desenha-me puro.

Agarra-me pelo cabelo com a voz
e arrasta-me até a um leito,
deita-me e sonha comigo.

Liberta-me do desassossego.

1 comment:

John Gama said...

Sonha-me verde,
azul amarelo ou roxo,
sou quem sou
e só quem sou sou.