I
muda-me o nome,
arranca-me a cara e mete outra.
II
Escreve-me uma ode marítima,
nos oceanos do teu prazer.
III
Desenha-me a carvão,
pinta-me erecto na tua boca.
IV
Vende-me numa banca da rua
como se eu fosse uma flor.
V
Rasga-me as costas com as garras,
demónio imortal.
VI
Descalça-me as luvas,
amarra-te à cama.
VII
Diz-me boa noite,
apaga a luz,
dá-me um beijo e adormece.
VIII
No escuro,
Na noite profunda,
No abismo de niilismo,
ato-te,
qual sapato brilhante,
aos ferros.
IX
Trepar monte acima,
de mochila as costas,
correr a pele suave
dum continente desconhecido.
X
ser anão,
de barba, caneca de cerveja e picareta na mão.
XI
ouvir meu nome elevado
aos céus
XII
beijar os lábios que por mim clamam
XIII
e dormir.
muda-me o nome,
arranca-me a cara e mete outra.
II
Escreve-me uma ode marítima,
nos oceanos do teu prazer.
III
Desenha-me a carvão,
pinta-me erecto na tua boca.
IV
Vende-me numa banca da rua
como se eu fosse uma flor.
V
Rasga-me as costas com as garras,
demónio imortal.
VI
Descalça-me as luvas,
amarra-te à cama.
VII
Diz-me boa noite,
apaga a luz,
dá-me um beijo e adormece.
VIII
No escuro,
Na noite profunda,
No abismo de niilismo,
ato-te,
qual sapato brilhante,
aos ferros.
IX
Trepar monte acima,
de mochila as costas,
correr a pele suave
dum continente desconhecido.
X
ser anão,
de barba, caneca de cerveja e picareta na mão.
XI
ouvir meu nome elevado
aos céus
XII
beijar os lábios que por mim clamam
XIII
e dormir.
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