As nuvens descem do céu,
trazendo nelas a fria realidade da chuva,
Encharcam os nossos corpos moles
Enchendo-nos com a pluviosidade,
natural,
Das chuvas quentes de um temporal!
Nadei por oceanos profundos,
Dancei, danças inexplicaveis,
com deuses e deusas nús na sua potencia,
eu encolhido a um canto de vergonha,
Dancei horas sem fim com meus olhos.
As correntes que me prendem eternamente,
aço frio que agarra os meus braços,
noite gelada que me asfixia,
sem voces nada sou,
sem voces nada mereço,
sem voces volto à terra de onde vim!
Nasci pequeno, pequeno morrerei,
mas pelo caminho vou crescer,
tanto tanto que hei de morrer!
Nada sei, nada quero saber,
mas se a poesia fosse conhecimento,
ai de mim, meu Deus, eu seria biblioteca!
No comments:
Post a Comment