17.2.06

Todos morremos várias vezes.

Todos morremos várias vezes,
Em dias de doce amargura,
sobre nós abate-se o vero fado.
(desfazemos-nos em fezes,
esmigalhados por pedra dura,
deitados sobre o nosso lado)
E cada dia que morremos,
e em merda nos desfazemos,
renascemos.
E no renascer de novo,
num novo dia que nasce,
nascemos nós tambem,
saimos de um outro ovo,
e assim a vida faz-se

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