11.9.24

Sacerdócio

 sou sarcedote da cona
canto os misterios vaginais
e a minha alma
esporra-se no altar da divindade

perdi a direção da penetração
em rumo ao prazer 
mas tenho ainda na mão
a força para o fazer, 
e enfio-me fundo na emoção
até me perder
dentro do anus alargado
de uma qualquer puta de beira de estrada.

sou sacerdote da cona
mas no espírito ecuménico
estudei os mistérios da teta,
da peida e do caralho.

procurei na metafísica do foder
uma cama onde me deitar
e com rítmicas pulsões fazer gemer
e quem sabe, gritar
a carnal realidade do ser
desejoso do pecado se livrar

sou sacerdote da pila,
canto os mistérios peniais
e a minha alma
geme de prazer no seu altar

encontrei na mecanização industrial
e no consumismo desenfreado
um certo conforto artificial
de plástico ou borracha forrado
para preencher o vazio fatal
do tempo prolongado
da solidão

sou sacerdote da cona
canto os misterios vaginais
e a minha alma
esporra-se no altar da divindade

em nome da sagrada vagina
e do divino caralho
vão se foder.

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