uma campa sem nome e sem data
onde a nossa esperança dorme
enterrada
onde a nossa esperança dorme
enterrada
num espaço entre o pedaço de mim
que acredita apenas no fim do mundo
e aquele que sorri na alegria de existir
danço, sem saber dançar
expulsando demónios carnentos
de dentro do fundo da minha alma
as cores violentas da revolução
as explosões fragmentárias
de bombas, minas esquecidas
perdidas entre a relva do chão
do ser
nascidos depois de o futuro morrer
e muito antes de ele poder renascer
somos só uma sombra,
um fantasma,
o espírito há muito despido de carne
do sonho eterno
as pombas há muito caíram do céu
e os cravos estão murchos do tempo,
já só existe a memória dos desejos
que levaram a vida de tantos
e a desfocada imagem digital, artificial
falsa!
do que deveria há tanto ter sido
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