Imensidades de betão enchem o horizonte
E o rio de alcatrão negro não desagua
Em mar algum
E o rio de alcatrão negro não desagua
Em mar algum
Formigas de fato e gravata
seguem ordeiramente pela margem calcetada
Engolidas pelas cavernas negras,
Bocas sem dentes nem língua no chão
seguem ordeiramente pela margem calcetada
Engolidas pelas cavernas negras,
Bocas sem dentes nem língua no chão
Como num pesadelo a cores
Suspenso vertiginosamente de uma nuvem
Anseio pelo abraço mortal do solo
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