Estetoscópia-me os tomates
e deriva do esperma a logarítmica
do prazer
vende-me barato na feira,
como se fosses uma cigana assanhada
e eu
mercadoria roubada.
veste o meu melhor fato
que hoje jantamos fora,
estou rico
encontrei dez cêntimos no chão,
deve dar ao menos para pagar o pão
e fugimos após as entradas
aí onde os sonhos são rabanadas
e as panelas testos usados
podemos ser felizes um dia
mas não hoje,
não agora,
talvez noutra semana,
semântica selvagem semiótica
sem
nexo
sem
sexo
viva a ditadura!
que ela mole
não entra no buraco.
serve-me com espinafres
que quero que sejas forte
para aguentar a minha sorte
morte lá no norte
sorte.
vamos!
segue-me pela vereda,
entra atrás de mim por um beco
e eu beijo-te as mamas,
atiro-te contra a parede,
"Ah! caíste na minha rede
e ninguém te pode salvar!"
espero,
pacientemente
que comeces a gritar
(sem berros não tem piada brincar)
antes de te arrancar
peça a peça
toda a roupa
e te penetrar
devagar,
devagar,
divagar,
divulgar
de vulgar lugar cantar,
com épica emoção!
uma qualquer velha canção,
não importa qual.
cospe-me a meita nos sapatos
e diz que o leite estava estragado,
fora de prazo!
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