Salto precipício abaixo,
todos os dias o faço,
porque nas rochas que me esperam
existe dor.
Salto de olhos bem abertos,
quero ver a terra engolir-me
e sentir cada ramo
de cada árvore
a bater-me.
Chicotes, dizes-me.
Grilhões e prisões, mestres!
e nada aprendido.
(és insanidade? és loucura? és poeta?
PORQUE CANTAS TU A MINHA CANçÃO
quando já não és minha
para a cantar
contigo?)
Eu sei o que queria dizer,
e digo-o a viva voz,
vezes e vezes sem conta
dentro da minha cabeça)
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