8.3.12

Os esqueletos em chamas / dançam de novo.

O deus imortal morreu,
assassinado pela razão fria que te tolda o cérebro.

Caiu de seu pedestal,
e quebrou-se no chão
qual vaso Ming.

O colosso, mais forte que todos antes dele,
revelou-se fraco e de papel,
queimado até ser cinzas
por uma pequena chama.

Os titãs que agora batalham
sobre os corpos esquecidos do que éramos,
são sombras e imagens distorcidas
da realidade que nós fomos.

Cem mil anos passarão
e as ruínas ainda aqui estarão,
abandonadas e esquecidas,
uma flor sem nome
nem cor
solitária sobre o altar.

Sou os restos do que fomos,
e deles farei o jantar do meu futuro,
ele que se alimente da desolação que sou,
ele que me consuma a melancolia,
e no fim me regurgite,
substancia pastosa,
amorfa,
sem sabor.

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