Tenho os mamilos da mente
túrgidos.
Dilatados, inchados, intumescidos.
Grandes.
Estimulados.
Contentes.
Bebo,
o alcool leva-me a casa,
arrasta-me para cama,
doce vodka,
vamos fazer amor?
Estou seco.
Sem alma, sem sumo.
Espremi-me todo para ti
e agora que me bebeste
nada sobrou.
Sombra,
sempre a ideia de uma sombra,
de algo que não existe mesmo,
de algo que não é de verdade.
Sou um reflexo num espelho.
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