vejo o teu nome nas entranhas do animal sacrifício
leio a tua face em padrões de pedra evaporada
sinto o teu sorriso sorrindo sobre números plásticos
e eu que caminhava para longe do abismo de ti
de que me serviu construir muros se os fiz em papel?
para que me atei ao mastro se ele está solto?
se me ensurdecer à canção, doce canção, da sereia
ninfa da areia, poeta do mar, que têm ir e têm voltar,
haverá um tempo que não seja também ele, teu?
e eu que caminhava resoluto para longe da falésia
quero correr de volta
e saltar,
cair,
pedra no poço abismal de te ser
agarro-me aos ramos secos da árvore encefálica
com mortas mãos cansadas desobedientes
o corpo bandeira negra centrípeta,
soltando-se
e
metes uma tampa no abismo,
o ar pára repentino
as estrelas desalinham-se
e posso voltar a chorar-te de novo
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