9.6.05

poema da solidão renegada

Noite, a ti reneguei.
fugi da noite escura
para o sol do dia.
Renegou-me o sol,
escondeu-se de mim,
deixou-me sozinho.
Mudei para a tarde,
para o lusco-fusco,
o crespusculo pontapeou-me!
Renegado pelo dia,
reneguei a noite,
pontapeado pelo fim de tarde!
Agora vivo fora do tempo,
longe das tiranas horas,
vivo só para/por mim!
Pais tiranos,
Mães ditadoras,
casas em regime militar!
Espaço! Espaço!
infinito espaço negro!
morte ao regime parental!
poema que cresce,
poema que cresce,
poema que rebenta!
Quero liberdade criativa,
quero liberdade para suicidio,
lento, lento, lento!
Foto-grafico!
Foto-porno-grafico!
Foto-Porno-Hardcore-gráfico!
Noite! vem e salva-me,
salva-me de novo!
salva-me do dia!
Salvai-me da tirania,
Salvai-me do dia!
Salvai-me da minha familia!
choro baba e ranho,
tristeza fria,
salvai-me da tirania!
Falar é facil,
dormir é facil,
fugir é facil!
Lutar mata,
lutar destroi,
lutar corroi.
suicidio doi a escrever,
suicidiu é fuga facil,
embora dificil!
Livro de curso,
assinatura certificada,
morte pausada!
Porra, Merda, Caralho,
portiuguês é lingua santa,
Foda-se, filha da puta!
Pais, Mães, Tios, Avôs!
tirania familiar,
sim senhor, HAIL! o/
(poema vai ficando grande,
poema vai crescer,
poema vai rebentar!)
vemos o que vai lá fora,
porque não o que está ao nosso lado?
porque não queremos ver!
"a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha"
mesmo quando se droga e bebe
mesmo quando apanha por detras!
poema não é poema.
poema é representação ficticia,
da vida real!
(do drugs, do cigarettes, do alcool,
kick your parents, kick them all,
kill your family, become a wonderwall!)

(o que começa meu, acaba teu, o que começa nosso não acaba)
(para sempre meu amor..)

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