esta noite sonhei-te:
eras um cadaver ensaguentado à beira da estrada,
o teu rosto sorria.
recem-morta, esfaqueada,
o teu sangue corria,
brilhava sobre a lua
no asfalto da rua.
na tua mão um papel amarrotado proclamava
(em letras garrafais):
"por ti nunca mais!"
e eu chorava,
deitado,
a teu lado,
molhado
no sangue que o ar fizera gelado.
morreste no sonho antes de morreres em mim,
mas é sempre um fim
o fim.
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